Artigos Jurídicos

Os acusados foram caçados, defenestrados e posteriormente segregados (presos), e há poucos dias viu-se a anulação da acusação contra a maioria deles, restando somente um dos réus ainda figurando como acusado do crime, que mesmo assim foi considerado de gravidade muito inferior aquela noticiada pelos jornais de então. E o que falar do caso dos “Anões do Orçamento”, onde uma revista de circulação nacional acusou um então deputado federal (Ibsen Pinheiro) de ter participado do “esquema” de desvio de verbas públicas, acabando com a cassação do mandato do parlamentar, e que agora se descobriu ser uma verdadeira farsa, uma notícia “plantada”, distorcendo um depósito de mil dólares como se fosse um milhão de dólares.  Quem pagará o prejuízo moral, a honra, o orgulho feridos, sentimentos que não se pode medir em cifras? São apenas exemplos, que tomam maior relevância porque neste tipo de situações o bem que está em jogo é dos mais sagrados, a liberdade. Pessoas são falsamente acusadas, notícias são fabricadas, fatos distorcidos, e tudo isto para que? Para gerar notícia, pois a mídia não sobrevive sem “matéria prima”; se esta não existe, vamos fabricar! Evidentemente que não se pretende pregar a censura, ou mesmo qualquer controle dos meios de comunicação, mas também não se deve olvidar da necessidade do estabelecimento de alguma forma de evitar abusos. Nos parece que o estabelecimento de um órgão de classe, uma espécie de “conselho de ética” poderia ser útil, mas é idéia, apenas isto.

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